quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Higiene Oral

1.    O que devo fazer para prevenir a doença Periodontal periodontal?
A melhor maneira de prevenir a doença nas gengivas é através de uma boa higiene oral.  Um simples bochecho com água remove alimentos da boca, mas não remove placa bacteriana. É recomendável a prática de higienização, pelo menos à cada 12horas, nunca durma sem ter feito a limpeza completa de seus dentes.

O que você deverá saber sobre os meios disponíveis de se conseguir uma excelente higienização de sua boca

                                            

                                                                                                   Escovação Dental

                                                
» Escove seus dentes duas vezes ao dia, após o café da manhã e a noite, antes de dormir, com uma escova dentária de cabeça pequena e cerdas macias e retas.



Escovas dentais – quanto mais macias melhores.

Demasiado grandes, demasiado densas, demasiado duras– estas são as principais características da maioria das escovas dentais. Isto também se aplica ás escovas médias-duras freqüentemente recomendadas para as crianças. Assegure-se que as escovas possuem cerdas com filamentos macios, flexíveis e com extremidades arredondadas e especialmente que a área da cabeça da escova seja pequena. Use uma escova macia e flexível com uma cabeça pequena com 2 centímetros de comprimento.




A função de uma escova dental.
A função principal de uma escova dental é remover a placa bacteriana, isto é, desorganizar a camada do biofilme dental que se forma e assim remover a placa bacteriana de uma forma seletiva e segura. Uma total remoção das bactérias não é possível nem desejável, pois, uma boca estéril não seria nada saudável. Apenas as camadas da placa bacteriana relativamente aderidas e antigas causam cáries e inflamação das gengivas.

                                 A sua língua sabe o que se passa!
O teste da língua é grátis e não engana! A sua língua é um bom instrumento para verificar se os dentes estão limpos, ela pode sentir superfícies com sujidade de imediato. Dentes lisos e macios, mais do que dentes brancos, são decisivos em questões de saúde. Pergunte à sua língua – ela sabe quando é necessário limpar os seus dentes!

 Contrário do que se pode pensar, escovar os dentes não é tão simples. Apesar de fazer isso todos os dias, tem muita gente que não sabe escovar os dentes corretamente. Alguns conselhos úteis devem ser seguidos:

A maioria dos dentistas concorda que a escova dental com cabeça pequena e cerdas macias é a melhor para a remoção da placa bacteriana e dos resíduos de alimentos.
Troque sua escova freqüentemente. Se as cerdas de sua escova estão viradas ou desgastadas, compre uma nova. Uma escova gasta não irá limpar seus dentes adequadamente. Normalmente, uma escova dificilmente dura mais de 3 meses, quando usada corretamente.
Escove seus dentes pelo menos duas vezes ao dia : após as refeições e antes de deitar. Uma escovação adequada deve durar, no mínimo, dois minutos, isto é, 120 segundos! A maioria dos adultos não chegam nem próximos a este tempo. Para ter uma idéia do tempo necessário para uma boa escovação, use um relógio na próxima vez que escovar os dentes.

» Segure a escova gentilmente em um ângulo de 45 graus e escove com movimentos que vão da gengiva à ponta dos dentes.


» Faça movimentos horizontais curtos com as cerdas entre a gengiva e o dente por toda arcada dentária, por dentro e por fora.



» Escove a parte interna dos dentes da frente usando a escova no sentido vertical.



» Escove a superfície de mastigação dos dentes de trás com movimentos para frente e para trás.



» Fique por volta de 10 segundos em cada região que deve cobrir no máximo dois dentes.



                                        

PS - O vídeo faz a demonstração da técnica de escovação circular, recomendada principalmente para crianças e adolescentes pois é eficiente também e de fácil execução.Porém como Periodontista recomendo para adultos a técnica descrita acima, pois faz uma penetração suave no sulco gengival, removendo a placa bacteriana acumulada nessa região.


                                                            Escova Elétrica


Com tantos produtos e marcas de higiene oral nas prateleiras dos supermercados e farmácias, não sabemos mais o que e qual o melhor a ser levado para casa. A grande dúvida é: qual a melhor escova? Convencional ou elétrica? 



Independentemente do tipo, um item que não pode ser descartado é o formato da escova, que deverá ter cabeça pequena, triangular e com cerdas macias! Sim, macias, suaves, molinhas. E, deixe a força para aplicar na musculação, porque o que vale para uma perfeita higienização é a técnica e a forma correta de escovar. 


Se você tem problemas de coordenação ou dificuldades em manipular uma escova, a elétrica é uma boa opção. Quebrou o braço, idosos que precisam de um auxílio extra, tem problemas nas articulações das mãos, dos dedos ou dos ombros, por exemplo, opte pela elétrica. 


O grande inconveniente destas escovas está na limitação dos movimentos rotatórios. Quando você deixa de fazer movimentos de varredura, acaba prejudicando a remoção de restos de alimentos na parte de trás dos dentes. 


Usar o bom senso na hora de escolher a escova, de acordo com as suas necessidades e limitações é um bom começo para obter uma boca limpa. Mas não se esqueça do fio dental, item inseparável da escova. 






            Curiosidade



Escova elétrica USB promete ainda mais higiente bucal

Lançada pela Philips, a Sonicare DiamondClean USB custa US$219.99 e promete tirar 100% das placas
Essa é para os geeks que não saem do computador por nada: uma nova escova de dentes com conector USB, lançada pela Philips, foi batizada de Sonicare DiamondClean USB. Mas, nos "bastidores", a Sonicare ganhou o apelido de "iPod das escovas de dentes". Ela promete tirar 100% das placas e possui 44% de cerdas a mais que uma escova comum. O produto vem acompanhado de um adaptador para tomada elétrica e é embalado em um estojo plástico de proteção. 

A escova possui 5 diferentes modos de escovação. Também possui o sistema "Charge Glass", que permite o recarregamento sem fio do aparelho








                                      Creme Dental


Muitos hábitos do dia-a-dia, como fumar e comer alimentos pouco saudáveis, podem danificar os seus dentes. Muitos indagam sobre que pastas de dentes seriam as mais indicadas para ajudar a recuperar um belo sorriso. No entanto não temos a tarefa facilitada neste aspecto. Somos continuamente aliciados por novas marcas de dentífricos (pastas de dentes) que nos prometem de tudo um pouco – desde um sorriso mais branco que a neve até um hálito fresco durante 24h. O problema põe-se quando temos que optar por aquele que mais nos convém, e por vezes somos levados a escolher aquele que apresenta o preço mais conveniente.
Até há poucos anos o efeito cosmético do dentífrico era o mais considerado, sendo também comum o erro de que o mesmo dentífrico servia para a toda a família. Com o avanço do conhecimento nesta área passaram a ser considerados determinados constituintes que contribuíam bem mais do que para uma simples limpeza bucal.

Os dentífricos são compostos por detergentes, abrasivos, humidificadores, aromatizantes e edulcorantes, corantes, substâncias antiplaca bacteriana e antitártaro, branqueadores, antinflamatórios, enzimas, portadores de cálcio, substâncias naturais, etc. Como se verifica são numerosos os seus componentes, variando principalmente a sua proporção de acordo com a sua função.

Os detergentes presentes no dentífrico têm por objectivo penetrar e solubilizar os depósitos que existam sobre as peças dentárias e facilitar a dispersão dos agentes activos do dentífrico (ex. lauril sulfato de sódio, o mais usado compatível com o flúor). Abrasivos são substâncias que ao serem aplicadas sobre as peças dentárias durante a escovagem (acção mecânica de arrastamento) eliminam os depósitos acumulados, (poder-se-á pensar que danificam os tecidos dentários, no entanto existe uma escala de abrasividade em que constam os abrasivos permitidos que não danificam os dentes). Os mais utilizados são bicarbonato sódico, carbonato cálcico, etc. Humidifi-

cadores são agentes que evitam o endurecimento do dentífrico como é o caso da glicerina.

As denominadas pastas de dentes anticárie contêm flúor, que é um constituinte bastante importante das pastas. Ainda não se conhece totalmente o mecanismo de actuação do flúor, mas o seu carácter preventivo está bastante estudado, visto aumentar a resistência da estrutura dentária e a dissolução dos ácidos, fomentar a remineralização e diminuição do potencial cariogénico da placa bacteriana (Pinkham,1991).

A aplicação de flúor através de pastas dentífricas é uma prática bastante usual e sem dúvida a forma mais popular de uso tópico.Os compostos usados são monofluorofosfato sódico, o fluoro sódico e os fluoros de aminas. A União Europeia exige 1500 ppm (partes por mil) de flúor em pastas dentífricas para adultos. A utilização de dentífricos fluorados e o uso de água potável fluorada tem um papel importante na redução de cáries.Há também dentífricos que possuem na sua composição substâncias antinflamatórias, que estão indicados em casos de processos inflamatórios gengivais já que favorecem a regeneração ou epitelização da mucosa.

É um erro pensar que é a espuma que efectua a limpeza dos dentes. Recentemente a Universidade de Oslo, na Noruega, demonstrou que o detergente das pastas dentífricas é um irritante muito forte da mucosa oral. Pessoas com aftas ou feridas na boca tornam-se mais sensíveis a estes compostos. Os dentífricos com riscas coloridas na sua maioria, não passam meramente de uma questão de marketing, visto que normalmente o consumidor associa automaticamente as cores a um determinado efeito, como por exemplo, o azul símbolo de frescura e limpeza profunda.
De uma forma geral o dentífrico ideal é aquele que contém flúor, visto que os demais são recomendados em casos particulares e por especialistas. Devem ser usados dentífricos com ingredientes adequados e em concentrações razoáveis. Chama-se a atenção para o facto de nem todas as marcas terem laboratórios a responsabilizar-se pelo seu fabrico.
  

Veja a indicação dos principais tipos de creme dental disponíveis no mercado

Cremes Dentais Dessensibilizantes

                 Existem igualmente pastas que ajudam a combater uma exagerada sensibilidade dentária (hiperestesia dentária) às mudanças térmicas, doces ou ao simples efeito mecânico do escovar da superfície dentária. Normalmente estas pastas são bastante efetivas, mas o tratamento deverá desenrolar-se de uma forma prolongada.                   
            
Cariax Dentes Sensíveis pasta dentifrícia contém Nitrato de Potássio (5%), um potente agente dessensibilizante de eficâcia comprovada. Ao mesmo tempo. o seu conteúdo em Fluoreto de Sódio endurece o esmalte do dente e obstrui ao túbulos dentinários, potencializando.Na minha opinião é um creme dental bastante eficiente.

É aconselhável  que o paciente aplique o creme dental  nas regiões sensíveis deixando agir por até 30 segundos e posteriormente faça a escovação habitual
                                         Aqui estão algumas outras opções existentes no mercado
Proteção Prolongada ou antissépticos (12 ou 24 horas)
Pesquisas realizadas comprovam que um composto específico permite a aderência do agente antibacteriano na gengiva e superfícies dentais por mais tempo.Esses tipos de dentifrício possuem agentes antibacterianos, como por exemplo o triclosan e/ou a clorexidina que ajudam a reduzir a formação da placa bacteriana e a controlar as doenças das gengivas.

              Cariax Gengivas Pasta Dentifrícia 90g 







Pasta dentifrícia à base de digluconato de clorexidina 0,12% e fluoreto de sódio 0,22%, especialmente recomendada para higiene oral diária em casos de excessiva formação de placa bacteriana, prevenção das cáries e no controle da halitose.


A Pharmakin traz ao Brasil o KIN FORTE GENGIVAS o mais novo lançamento do Laboaratório KIN (com patente mundial) para uso pré e pós tratamentos periodontais e gengivais, que permite um controle anti-séptico da placa bacteriana com a mesma eficácia da clorexidina 0,12% que permite prolongar o tratamento...
Apresenta em sua composição o Triclosan, um excelente antisséptico



Dentífricos Branqueadores
São especialmente indicados para quem possua os dentes “escuros” (por exemplo devido ao fumo de tabaco e ao excesso de café). Têm como função remover as manchas, tornando os dentes mais brancos e brilhantes através do poder oxidante do peróxido que descora os dentes ao oxidar pigmentos dentais. Hoje em dia este tipo de dentífrico é o mais popular, devido à pressão da estética que domina a nossa sociedade, e que nos leva a querer ter um sorriso branco e imaculado. Claro que ao usar estas pastas não se obtém um efeito imediato, pois é necessário um tempo razoável de uso e deve ter-se em conta que os branqueadores eliminam as manchas exteriores, não alterando a cor natural dos dentes. Para se obter um maior rendimento devem usar-se depois da realização de um tratamento de branqueamento dentário no seu especialista. Assim os dentífricos garantem a manutenção do efeito desejado.



Dentífricos Antitártaro

Contêm substâncias que reduzem a formação de tártaro. Convém referir que estas pastas não removem o tártaro mecanicamente (isso deve ser realizado anteriormente pelo seu especialista). O dentífrico apenas interfere na sua formação, associado a um escovar apropriado.


Dentífricos Infantis
Possuem cores mais vivas e sabores mais atractivos para incentivar a criança ao hábito de lavar os dentes. É importante, no entanto, tentar evitar que a criança os engula devido ao risco de fluorose dental, apesar de esses dentífricos conterem apenas 750ppm de flúor.É importante salientar que os períodos de maior susceptibilidade às cáries são a infância e a pré-adolescência. Os educadores desempenham um papel fundamental auxiliando a criança, numa primeira fase a fazer uma escovagem correta, usando pequenas porções de pasta dentífrica a fim de evitar a sua tendência para a engolir.
Tanto a alimentação como a implementação de hábitos de higiene oral têm um papel muito importante na saúde oral ao longo da vida.
Na escolha de um dentífrico temos que ter em linha de conta os seguintes aspectos: a sua composição, os objectivos a que se destina e se se coaduna com as nossas necessidades.


Os dentífricos são auxiliares de limpeza e polimento das superfícies dentárias, e antes de nos precipitarmos na sua aquisição devemos sempre aconselharmo-nos com o nosso dentista, visto ele conhecer melhor as nossas necessidades.
Claro que um bom dentífrico por si só não faz milagres! Uma dieta equilibrada, uma correcta higiene oral e visitas regulares ao seu dentista contribuem grandemente para a obtenção de um sorriso agradável.


Andreia Infante, Faculdade de Med. Dentária, ISCS, Lisboa



                   Enxaguatórios Bucais


Escolher um anti-séptico bucal é uma tarefa complicada. Nas prateleiras das farmácias, dezenas de embalagens coloridas disputam a atenção do consumidor. A promessa é quase sempre a mesma: combater efetivamente a formação da placa bacteriana, a principal responsável pela inflamação da gengiva. Na prática, a maior parte das pessoas compra o produto sem saber se é o tipo certo para o seu caso e desconhecendo os riscos do uso indiscriminado dos enxaguatórios bucais.
Para começar, nem todos os produtos apresentam a mesma formulação. Os anti-sépticos costumam ser divididos principalmente em seis tipos:
Gluconato de Clorexidina: É um agente de efetiva e comprovada atividade antimicrobiana e eficiente no controle de placa devido às suas propriedades de retenção e de liberação lenta na boca. Pode desencadear manchamento nos dentes (que pode ser removido com profilaxia profissional) e perda temporária do paladar. Exemplos: Periogard, Duplac, Plackout. ( ver fotos logo abaixo)
 Óleos Essenciais: Os bochechos à base de óleos essenciais contem mentol, eucaliptol, timol e salicilato de metila. Apesar de considerados eficazes no controle de placa, são menos efetivos que a clorexidina. A vantagem é que não apresentam os efeitos colaterais associados, porém necessitam de álcool em sua composição para dissolver os óleos que são insolúveis em água. como exemplo temos o Listerine.

 Flúor: Usado na prevenção de cáries e controle da sensibilidade dentinária (encontrado em vários deles),
Cloreto de Cetilpiridínio: É considerado um anti-séptico e desinfetante de efeito moderado devido ao curto período de retenção na cavidade bucal.Tem 3 a 5 horas de ação. É um bom bacteriostático porque interfere na aderência bacteriana. Entretanto, assim como a clorexidina, seu uso prolongado pode manchar os dentes. A grande vantagem é que o cloreto de cetilpiridínio dispensa o álcool na sua composição. Quando usado em maior freqüência, pode apresentar como efeitos colaterais ulcerações e sensação de queimação da língua. Exemplos: Cepacol, Oral B, Kolynos. 




Triclosan: É um agente antibacteriano de amplo uso e, em acréscimo, tem efeito antiinflamatório. Isoladamente, tem efeito antiplaca moderado e, por isso, as formulações ativas apresentam associação com Gantrez ou Zinco. O Gantrez potencializa o efeito do Triclosan por aumentar sua retenção na cavidade bucal, e o Zinco, por sinergismo tem efeito antibacteriano. Tem como vantagem o fato de ser utilizado com sucesso no tratamento de ulcerações, não apresentar mudança ou perda do paladar e nem o manchamento dos dentes, o que pode ocorrer com o uso da Clorexidina.Os bochechos a base de Triclosan geralmente contém álcool em sua formulação porque é praticamente insolúvel em água. O Triclosan impede a proliferação de bactérias e os fabricantes garantem um período de 12 horas de ação. Exemplo: Plax. 


Peroxido de Hidrogênio: É efetivo na prevenção e formação da placa bacteriana. Este efeito parece estar relacionado à ação bactericida do oxigênio em organismos sensitivos a ele. Além disso, acredita-se que o borbulhamento causado pela liberação de oxigênio pode deslocar resíduos de placa bacteriana e promover o aumento do suprimento de oxigênio local favorecendo dessa forma a cicatrização dos tecidos. Finalmente, o Peróxido de Hidrogênio parece inativar as endotoxinas bacterianas do biofilme dental. Exemplo : Peroxyl 1,5%
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Muitos também contêm, além do princípio ativo, uma certa concentração de álcool, que chega até 21%, dependendo do enxaguatório. Nesses casos, o uso exagerado pode provocar lesões nos tecidos da boca. "Por isso, antes de optar por um anti-séptico, a pessoa deve receber orientação do seu dentista", explica Walter Tom, diretor da Sociedade Brasileira de Periodontologia (Sobrape). "Alguns enxaguatórios só podem ser usados com indicação médica", completa.
 É preciso lembrar também que os anti-sépticos não substituem a escovação. "Sabemos que esses produtos são coadjuvantes no tratamento", diz. "Mas a melhor forma de combater a placa ainda é a escovação correta e o uso do fio dental".
De acordo com as pesquisas, os produtos à base de óleos essenciais são os que apresentam o melhor resultado no combate à placa bacteriana se comparados ao cloreto de cetilpiridínio. Esses enxaguatórios reduzem a incidência da gengivite em até 35%. "Mas são também os que possuem a maior concentração de álcool e podem causar irritação em alguns casos".
Os anti-sépticos cujo princípio ativo é a clorexidina precisam de cuidados redobrados. O ideal é utilizar o produto apenas com indicação do especialista, para os casos em que existe a doença periodontal, já que tem o melhor resultado no combate à placa bacteriana.
Os Enxaguatórios Bucais devem ser usados com moderação e sob recomendação do seu dentista, pois são indicados para situações específicas e temporárias. Para simplificar vamos dividir agora os Enxaguatórios segundo o objetivo do seu uso:
  • Fluoretados: Apresentam em sua composição, um alto índice de flúor. São usados para prevenir a cárie e diminuir a sensibilidade dentinária.
  • Anti-Microbianos: Apresentam em sua composição, substâncias que inibem a instalação e a proliferação de bactérias. É muito usado para assepsia no "pré" e "pós" operatório.
O seu uso deve ser recomendado pelo seu dentista, para se evitar efeitos colaterais, tais como: alteração do paladar, coloração dos dentes e maior calcificação da placa bacteriana, causando índice elevado de tártaro.


Resumindo: Desde que seja a base de água e que seu uso não seja uma rotina, o bochecho pode ser usado como forma de tornar a higiene oral mais prazerosa!



       Exemplos de alguns Enxaguatórios com Clorexidina 0,12% existentes no mercado

 Como já foi mencionado, tem uma ação comprovadamente segura na eliminação dos germes que causam a gengivite e a progressão de doenças periodontais, além de auxílio na redução da placa bacteriana. É frequente a utilização da Clorexidina a 0,12% como auxiliar do tratamento da doença Periodontal e pós Cirurgia, seu princípio ativo é superior aos demais no que diz respeito ao controle de placa bacteriana.  

Seu uso não poderá ser contínuo sendo restrito apenas a fase de tratamento da doença ativa. Recomenda-se não ultrapassar 2 meses de uso. Apresenta alguns inconvenientes como: manchas do esmalte que saem com a limpeza profissional e alteração do paladar, principalmente no inicio do seu uso. Mas as vantagens como auxiliar para o tratamento superam os fatores negativos
                                 
                      
Apresentam a versão sem álcool



                                

                                      Artigo da Folha de São Paulo

Enxaguante bucal favorece câncer de boca

JULLIANE SILVEIRA


O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.

Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação.
De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação.
"Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição.
O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região.
"O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski.
Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.

Indicações

Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação.
Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose --e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
Especialistas ouvidos pela Folha criticam a falta de controle desse tipo de produto por parte da vigilância sanitária. Os enxaguatórios são registrados como cosméticos na Anvisa, e fabricantes de produtos que não contêm flúor, ação antiplaca nem antisséptica não são obrigados a registrá-los, somente notificá-los à agência.

 Não essencial à higiene oral, enxaguante é indicado para pessoas com muitas cáries e doenças de gengiva e após cirurgias na boca

Nenhum comentário:

Postar um comentário