A Apnéia obstrutiva do sono é conhecida como um distúrbio respiratório crônico, progressivo, caracterizado pela interrupção periódica da respiração durante o sono, e pode ser dividida em 3 grupos: obstrutiva, em que ocorre a obstrução da orofaringe e está associada ao ronco; central, em que por uma disfunção do Sistema Nervoso Central o esforço respiratório não é iniciado; e mista, onde ocorre uma alternância entre a obstrutiva e a central6. Os principais fatores etiológicos são a hipotonicidade da musculatura (álcool, drogas relaxantes, sedentarismo, envelhecimento e respiração bucal), obesidade, hipertrofia de tonsilas e úvula (por alergia, infecção ou traumatismo), decúbito dorsal, retrognatia e macroglossia5. A Apnéia Obstrutiva do Sono ocorre mais comumente em homens de meia idade e, freqüentemente, está associada à obesidade e hipertensão. Se não for reconhecida e tratada, muitas vezes tem sérias conseqüências, podendo até mesmo ser letal. Complicações médicas estão associadas, incluindo alterações cardíacas, hipoxemia e hipertensão arterial sistêmica. Na maioria dos pacientes, o primeiro sintoma clínico observado é o ronco alto, associado a períodos de silêncio (períodos apnéicos) de dez segundos ou mais. Outros sintomas comuns são o comportamento anormal durante o sono, movimentação noturna, sonambulismo, cefaléia matinal e sonolência diurna4. A AOS caracteriza-se pela aposição da língua nas paredes laterais da orofaringe e no palato mole, ocorrendo um colapso destas estruturas. Ocorre a diminuição ou a ausência total do fluxo aéreo por cerca de 10 segundos, de cinco a dez vezes por hora, durante o sono. O indivíduo tenta respirar até a hipoxemia e desperta, em seguida, ocorrendo a desobstrução das vias aéreas e o adormecimento até a repetição do evento. Este esforço repetitivo para que o ar percorra as vias aéreas causa um aumento de volume de 30% e a fl acidez daquelas estruturas5. O tratamento para a síndrome da apnéia obstrutiva do sono deve atingir três objetivos básicos, que são o alívio dos sintomas, a redução da morbidade e a diminuição da mortalidade. Entretanto, outro objetivo que também não deve ser esquecido é a melhora na qualidade de vida do paciente. Dependendo da severidade de acometimento, o tratamento poderá variar desde alterações comportamentais, até mesmo procedimentos cirúrgicos. Nesta última década, vários aparelhos ortodônticos funcionais têm sido desenvolvidos por dentistas para o tratamento do ronco e da apnéia obstrutiva do sono, tendo como mecanismo de ação uma alteração na posição da mandíbula, língua e outras estruturas das vias aéreas superiores4. A opção mais efi caz é um aparelho de pressão positiva contínua sobre a via aérea, mas o tratamento é relativamente invasivo e requer um alto nível de cooperação. Os splints de avanço mandibular têm sido propostos como uma alternativa em pacientes que apresentam apenas ronco ou AOS suave. Quando um splint é utilizado, a mandíbula gira para baixo e para frente e a base da língua avança, permitindo a passagem do ar3. De acordo com a literatura revisada, fi ca claro que, com a terapia com splint, os sintomas da AOS e o IHA (Índice de Hipo-Apnéia) podem ser reduzidos para níveis aceitáveis em alguns pacientes, mas outros trabalhos são necessários para se avaliar a eficácia a longo prazo e a necessidade dos pacientes serem estudados com um aparelho instalado.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Apnéia Obstrutiva do Sono (Ronco)
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